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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Crise e excesso de reservas aceleram valorização do yuan

Por: Cláudia Trevisan / O Estadão

A crise da dívida norte-americana deu um sentido de urgência ao projeto de reestruturação da economia chinesa e colocou no centro do debate a questão da apreciação do yuan, que deixou de ser um tabu e passou a ser defendida abertamente por inúmeros economistas, incluindo vários ligados ao governo.

A mudança no câmbio é considerada essencial para colocar fim ao processo de acumulação de reservas pela China, que já gerou uma montanha de US$ 3,2 trilhões, valor que supera todo o PIB brasileiro. A administração desses recursos se tornou delicada depois da redução da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poors, no dia 5 de agosto, e a perspectiva de desvalorização persistente da moeda norte-americana.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Começa a surgir um movimento rumo à eliminação de subsídios agrícolas nos EUA

Gabriel Rico, CEO da Amcham-Brasil
Por: Amcham 

Na visão da Amcham, começa a surgir nos Estados Unidos - no Congresso e no Poder Executivo - uma tendência no caminho de eliminar subsídios agrícolas. O Brasil tem tudo para se beneficiar com isso, com maior espaço para a negociação de acordos bilaterais e comerciais.

A avaliação é feita com base nas na aprovação de medidas, ainda que dependentes de outras etapas para ratificação final, envolvendo o fim dos subsídios aplicados ao etanol e o cancelamento do desembolso anual de US$ 147 milhões do governo americano para o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), além da desistência do governo americano de levar adiante na Organização Mundial do Comércio (OMC) o processo antidumping aplicado sobre a importação do suco de laranja brasileiro.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Viagem de Obama ao Brasil tem focos econômico, político e social

Por Renata Giraldi / Agência Brasil


Brasília – A três dias da chegada ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, os assessores que preparam a visita a Brasília e ao Rio de Janeiro confirmam que a viagem tem três focos: econômico, político e social. O viés econômico é estimulado pelo crescimento brasileiro, gerando possibilidades de parceria e cooperação, o político é causado pelo papel do país na América Latina e o social tem como base as questões comuns que unem os dois povos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Shu zai zhuozi shang

Por Cláudia Trevisan
Além da pompa e circunstância com que Hu Jintao foi recebido na semana passada em Washington, um fato mais corriqueiro evidenciou o novo peso da China no cenário global: a filha mais nova de Barack Obama, Sasha, está estudando mandarim. Aparentemente pouco significativa, a informação reforçou a aura de potência emergente que cerca a China e indicou que muitas outras mudanças virão com sua proeminência econômica. Por enquanto, são os líderes comunistas chineses que enviam seus filhos para estudar nos Estados Unidos _a filha de Xi Jinping, provável sucessor de Hu Jintao, frequenta a Universidade de Harvard.
O que não se sabe é quanto tempo vai perdurar o clima de bons amigos que envolveu a passagem de Hu Jintao por Washington, na qual o líder chinês atingiu o objetivo de ser tratado e visto como um igual ao lado de Obama. Nenhuma das divergências que opõem os dois lados foi resolvida ou amenizada e não há dúvida de que os conflitos voltarão a emergir. O relacionamento bilateral chegou ao mais baixo patamar da última década no ano passado, com ataques de lado a lado _ainda que publicamente a voz de Pequim tenha soado alguns tons acima da de Washington.